Lay Lady Lay
Emengarda - ela assim se chamava
E pomposa ainda assinava : Lady Loretta Emengarda
Por ela eu não sabia se casava
Ou comprava uma espingarda
Por via de dúvidas ou medo
Pus-me a flertar com o degredo
E comprei uma passagem (só de ida)
Pra Passárgada
minicontos, micro-contos, nanocontos, micro-narrativas, relatos curtos, contos breves, hiperbreves, microrelatos, cartuns, poemas etc.
07 agosto, 2012
30 maio, 2012
Cem anos - 100 palavras
Acabo de receber pelo correio, de Portugal, a antologia de minicontos Cem anos - 100 palavras - Homenagem aos 100 anos da Universidade do Porto, da qual participo.
24 maio, 2012
680. funeral do político corrupto (miniconto)
Quando baixou o túmulo, mesmo sem o recurso milenar das artes egípicias, mumificou-se. Não o devoraram os vermes; pois, como se sabe, os pequenos asquerosos não são dados ao canibalismo.
Literatura futebol Clube
Literatura Futebol Clube - Antologia
Este livro é dedicado para estas pessoas, que ainda não descobriram que futebol não são apenas onze homens suados correndo atrás de uma bola. Porque futebol é, em sua essência, puro e simplesmente amor. Amor incondicional. Enorme, imenso, sublime e incalculável amor. ...
Participo desta antologia da Editora Multifoco com o conto Paixão e Morte de Um Torcedor, uma homenagem ao time do coração do menino que eu fui e ainda busco resgatar: Ceará "Vovô" Sport Clube.
Este livro é dedicado para estas pessoas, que ainda não descobriram que futebol não são apenas onze homens suados correndo atrás de uma bola. Porque futebol é, em sua essência, puro e simplesmente amor. Amor incondicional. Enorme, imenso, sublime e incalculável amor. ...
Participo desta antologia da Editora Multifoco com o conto Paixão e Morte de Um Torcedor, uma homenagem ao time do coração do menino que eu fui e ainda busco resgatar: Ceará "Vovô" Sport Clube.
07 maio, 2012
677. miniconto - Sequência
O coração. Não resistiu à terceira parada. E ele agora descansa. No campo santo da Quarta Parada,
674. UFC
Quando o segurança da boate Rhoddes, todo arrogante, veio
pra cima de mim tentando me intimidar, fiz cara feia, e apontei para a sigla
impressa na minha camiseta: UFC.
Tava
dado o recado. O cara me mediu do alto e riu com desprezo. Mas não quis tirar a
prova. Para todos os efeitos aquela camiseta da Universidade Federal do Ceará
tinha me sido verdadeiramente útil.
19 abril, 2012
673. Zoon Politikon (Animal Político)
Aprendi nos antigos seriados policiais da TV: ninguém é obrigado a falar senão em juízo. Mas por falta de juízo, escrúpulo ou vergonha, e também movido por um tolo lapso de vaidade, ascendi ao parlatório.
“Não tenho palavras…”, comecei dizendo. E mentia. Haja vista que, além da habilidade de falar inverdades, tenho o dom da oratória. Se apenas me ativesse à máxima que afirma que quem cala consente, não teria sequer aberto a boca. E me salvaria o não dizer. Mantendo-a fechada, também evitaria as incômodas e abundantes moscas não menos oportunistas que eu.
“Não tenho palavras…”, comecei dizendo. E mentia. Haja vista que, além da habilidade de falar inverdades, tenho o dom da oratória. Se apenas me ativesse à máxima que afirma que quem cala consente, não teria sequer aberto a boca. E me salvaria o não dizer. Mantendo-a fechada, também evitaria as incômodas e abundantes moscas não menos oportunistas que eu.
“Parla!”, esbofeteei-me o verniz da face.
23 março, 2012
672. haicai para minha avó rendeira, Dona Anja (Ângela)
nuvens de algodão
pelas mãos de minha avó
viram labirintos
pelas mãos de minha avó
viram labirintos
671. Ignis Mutat Res
IGNIS MUTAT RES*
Chico Pascoal (Letra&Música)
Risque o fósforo/Acenda
o fogo
Faça figa, reze/ Rasta
que se preze
Com todos os reveses
Sobe o rio Zambeze
O Reggae vai pegar.
Fagulha na palha/chama
que se espalha
Acabou o
sossego/renegue o arrego
Chá de descarrego
Daqui a pouco eu chego
O Reggae vai regar.
Sob as bênçãos de Jah/
Sol é pra purificar
Fogueira que arde e não
queima/ Na forja, no forno.
Lava ou cera
quente/magma/ferro incandescente
Luz fosforescente/meio
de repente/ ilumina em torno.
Purgatório /labareda/coisa
acesa/estopim/ salamandra/ponto de fusão
Krakatoa/Coivara/Espírito
Santo/Babilônia/boca de dragão.
*.Fogo
que tudo transforma.
670. Para Dalton Trevisan (miniconto)
Elétrico, esfrega as mãos, fuma, cofia o bigodinho de arroz-doce. É olheiro dos bons. Prospecta. Nos bailes de debutantes do Clube Social provê a Casa de Irene.
659. Na estrada (miniconto)
"O senhor é meu pastor, nada me faltará” Lia-se no pára-choque do caminhão. Dentro da cabine
o velho e a menor. Faltava vergonha.
o velho e a menor. Faltava vergonha.
19 fevereiro, 2012
658. Quem Não Gosta de Samba (Miniconto)
Enquanto lá fora, no ensaio da escola, os tambores aqueciam, ele municiava o rifle. Tinha na cabeça uma idéia: talvez fizesse um estrago na própria cabeça. Talvez estourasse a cabeça de outrem. De qualquer forma iriam dizer que ele não era bom sujeito, que era ruim da cabeça...
04 fevereiro, 2012
Acordes Fantásticos
A série Acordes Fantásticos é uma homenagem da Editora Estronho aos clássicos do Heavy Metal. Os volumes são inspirados nos títulos de algumas das músicas que mais marcaram uma geração inteira de roqueiros. E para começar a série, foi escolhida Paranoid, do Black Sabbath.
Organizada por Felipe Santos e M. D Amado Prefácio de Duda FalcãoAutor Convidado: Chico Pascoal (este que vos escreve)
Enfim, uma honra, participar de mais uma antologia. Agora como convidado.
31 dezembro, 2011
Concurso "100 Anos - 100 palavras
Concurso "100 Anos - 100 palavras" já tem vencedores
Já são conhecidos os três primeiros classificados do concurso de literatura "Cem anos - 100 palavras", inserido nas comemorações dos 100 anos da Universidade do Porto. Autores agora distinguidos vão encabeçar uma publicação com os melhores 100 micro-contos a concurso. A lista dos 100 trabalhos / autores selecionados pode ser consultada abaixo.O lançamento do livro está agendado para 22 de março de 2012, Dia da Universidade do Porto. Aberto a toda a comunidade lusófona, o concurso "Cem anos - 100 palavras" consistiu num desafio à criatividade, ao sintetismo e à imaginação dos participantes: escrever um micro-conto de ficção com apenas 100 palavras. Tendo como pano de fundo as celebrações do Centenário, os trabalhos tinham que focar algum aspeto relacionado com a U.Porto.
VENCEDORES DO CONCURSO "100 ANOS - 100 PALAVRAS"
1º Rui Carlos Queirós de Sousa Basto - Algoritmo
2º Alberto Carlos de Jesus Pereira - Uma vaga no Destino
3º Manuel Francisco Ramos - Os ladrilhos amaldiçoados
Entre os classificados o meu miniconto "Queima de Fitas"
Pra fechar o ano!
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